segunda-feira, 18 de julho de 2011

A formação do gerente de mídias sociais

É um mundo novo: planeje sua carreira, tenha uma boa presença digital, conheça as ferramentas, seja um heavy user, mantenha-se atualizado e seja humano.

    O mercado do marketing digital está ávido por gerentes de mídia sociais – as diversas ofertas de vagas que recebemos diariamente no nosso mural de vagas são uma comprovação da valorização deste tipo de profissional. Mas o que realmente faz de um profissional de marketing online um verdadeiro gerente de mídias sociais e quais são as habilidades que as empresas buscam em um gestor de mídias sociais?

Quem é o gerente de mídias sociais

   O gerente de mídias sociais é a pessoa encarregada de organizar as diversas ações de marketing e relacionamento associadas às redes sociais e suas diversas mídias. É a pessoa encarregada de fazer as compensações e interações que ocorrem através das redes sociais, que envolvem tanto os eventos de divulgação quanto as questões de relacionamento entre a empresa e seus clientes.
   O gerente de mídias sociais funciona como um agente de marketing e ao mesmo tempo como um ouvidor da empresa.
   Bastam poucas linhas para mostrar que essa não é uma função das mais fáceis, o que sempre faço questão de frisar em nossos cursos. Justamente por isso, um gerente de mídias sociais deve ser uma pessoal multitarefa e multidisciplinar. Por isso, se você está buscando uma formação para esse tipo de função, vou dar algumas dicas sobre a formação de um gerente de mídias sociais e as habilidades que as empresas buscam neste tipo de profissional.

Planeje a carreira

   Um gerente de mídias sociais nasce da capacitação nas diversas áreas do marketing digital. Por isso, busque o máximo de capacitação nessa área através de cursos, seminários e palestras. Em primeiro lugar, desenvolva suas aptidões no que diz respeito ao marketing de busca, pois mídias sociais são intimamente relacionadas aos resultados de SEO.
   Um outros ponto essencial na formação de um gerente de mídias sociais é a web análise. Ferramentas como o Google Analytics e conhecimentos profundos sobre as técnicas de web analytics são essenciais para a compreensão das ações de marketing nas mídias sociais. São, portanto, técnicas que o gerente de mídias sociais precisa dominar.

Tenha uma presença digital de destaque

   Ter uma presença digital marcante é essencial para qualquer profissional que pretende exercer uma função de gerenciamento na área de mídias sociais. Tenha um blog impecável, um Twitter ativo e relevante (um Klout auto ajuda), uma página de Facebook criativa e inovadora e um perfil no Linkedin bem estruturado.
   A empresa que procura um bom gerente de mídias sociais vai querer saber de imediato se ele sabe cuidar do marketing pessoal antes de entregar as contas de seus clientes. Se você quer produzir o show, faça o seu show primeiro.

Conheça as ferramentas disponíveis

   Em termos de mídias sociais, cada dia é uma nova descoberta. Mantenha-se em sintonia com o que há de mais atual em termos de ferramentas online e softwares referentes ao monitoramento e análise de dados. É necessário conhecer os recursos das diversas ferramentas ligadas à área de gestão de mídias sociais para que você possa otimizar o seu tempo e ter produtividade em suas ações. Por que ter uma equipe gigantesca se você pode atingir o mesmo nível de produtividade com uma equipe reduzida, mas bem organizada? Em nosso curso de marketing nas mídias sociais sempre chamamos atenção sobre a capacidade de se fazer um bom gerenciamento de mídias sociais dentro de um cenário com um orçamento limitado.

Seja um heavy user das principais mídias

   Mídias sociais não é algo que se aprenda somente na teoria. Um gestor de mídias sociais necessariamente precisa ter uma experiência pessoal nos principais canais. Por isso, é imprescindível que você seja um heavy user das principais ferramentas como Facebook, Twitter e até mesmo do bom e velho Orkut, para que você tenha uma verdadeira noção de como a coisa funciona e do universo de opções que existem em cada uma delas. A prática em mídias sociais não só lhe obriga a se manter atualizado com as ferramentas e seus recursos como também é um campo aberto para pesquisa e observação. Além do mais, essa prática vai lhe ajudar em seu próprio marketing pessoal.

Mantenha-se atualizado ou morra

   Um profissional de mídias sociais precisa estar sempre atualizado para não ser atropelado pelas novidades cada vez mais rápidas na internet. A atualização constante é uma das estratégias para se destacar neste mercado. Por isso, tente estar sempre em sintonia com o que acontece lá fora em termos de técnicas e abordagens, pois aqui no Brasil nós estamos só começando. Leia muito, principalmente os relatórios publicados periodicamente por grandes consultorias lá fora. Participe do maior número possível de web seminários, muitos deles são inclusive gratuitos. Conhecer o pensamento e as experiências dos profissionais de destaque é meio caminho para evitar erros e construir estratégias de mídias sociais mais eficientes.

Seja humano

   Ser um profissional de mídias sociais é uma atividade que exige estar “online” 24 horas por dia, mas nunca esqueça que você e as pessoas com as quais você deve interagir são simplesmente seres humanos com qualidades, defeitos, curiosidades, paixões e carências. Nunca se afaste do lado humano da estratégia, caso contrário você estará gerenciando campanhas para bits e não para neurônios. Mesmo no ambiente online, as pessoas ainda querem carinho e atenção, por isso trate seus contatos e clientes como pessoas e não somente como acessos. A formação de um gerente de mídias sociais não acontece de uma hora para outra, portanto, é melhor se planejar.

Fonte: Alberto Valle / Webinsider

Rotatividade de Pessoal - Turnover

   A rotatividade de pessoal, também conhecida por turnover, está relacionada com a saída de funcionários de uma organização. As razões para o desligamento podem ser diversas; os indivíduos podem solicitar a sua demissão por descontentamento com alguma política da empresa, falta de motivação, ou busca de uma melhor colocação profissional. Assim como, a empresa também se coloca neste direito e busca por profissionais mais capacitados para integrar o seu quadro funcional ou ainda procura pela inovação em seus sistemas.
    Atualmente com o maior investimento das organizações em áreas de recursos humanos e gestão de pessoas, têm sido freqüente a avaliação das principais causas que levam os funcionários a saírem de uma empresa e também quais os fatores que levam a instituição a demiti-lo.
    Além de ser oneroso para a instituição empresarial, o elevado índice de turnover, aponta que algo não está indo bem e precisa ser melhorado. Fora o gasto com admissões e demissões, há todo um transtorno gerado na empresa por falta de mão-de-obra, o que pode abalar mais futuramente a sua produtividade.
    Com o mercado amplamente competitivo, é crescente a busca constante por profissionais com um maior grau de profissionalização. O que dificulta na busca de um colaborador ideal para muitas empresas, pois pode se deduzir que os melhores profissionais já estejam empregados. Mas as instituições apresentam a consciência de que ninguém é insubstituível, por mais gastos que possa gerar para a empresa é um fato real e que precisa ser resolvido.
    É nítido que o papel do profissional de recursos humanos deve estar atento às constantes mudanças do mercado externo e também da realidade das pessoas que compõe a organização.Podem ser movidas ações que venham a auxiliar a manter um baixo indicador de rotatividade de pessoal, cabe a gestão de pessoas encontrar quais as melhores ferramentas eficazes para auxiliar na manutenção de pequeno índice de turnover.
Improdutividade, salário, motivação, tédio na execução das tarefas e melhor reconhecimento profissional são as principais causas que atingem o indicador de rotatividade de pessoal.Os profissionais da área de gestão de pessoas que tenham por objetivo reduzir o seu índice de rotação de pessoal devem analisar todo o processo de recrutamento, seleção, treinamento, motivação e também como está sendo o desenvolvimento do colaborador dentro da organização.
    Os problemas relacionados ao alto nível de rotação de pessoal podem ter seu início mesmo durante o recrutamento e seleção, o recrutador pode acreditar que uma pessoa que possua uma boa qualificação profissional técnica mesmo não possuindo as competências exigidas pelo cargo possa desenvolver um bom trabalho.
    Após a seleção, pode ser notório que o selecionado não possuía um perfil adequado para exercer a função na qual foi selecionado. Pode ocorrer também problemas com o treinamento, o colaborador não receber uma capacitação adequada. Ou ainda pode-se desmotivar, (as pessoas tendem a se desmotivar muito rapidamente) principalmente quando não lhe é proposto um bom ambiente de trabalho para desempenhar as suas tarefas ou então se perceber que foi atraído para uma atividade que é um pouco divergente da proposta, com atividades entediantes ou a questão salarial não ser atrativa.
 
Fonte: RH Portal

terça-feira, 5 de julho de 2011

E-commerce: dá para confiar

Confira dicas de como fugir das fraudes e realizar suas compras com tranquilidade!

   O e-commerce é um caminho sem volta. Em alguns anos, estranho será pensar que em um passado distante só se faziam compras de forma presencial. Hoje, no entanto, ainda há muita desconfiança por parte dos consumidores na hora de efetivar uma transação online. Mas, seguindo algumas regras básicas e tomando alguns cuidados necessários, não porque ter medo. "Muitas pessoas não sabem distinguir um site 'seguro' de um altamente permeável. A legislação brasileira tende e quase que se obriga a mudanças no Código de Defesa do Consumidor, exigindo e punindo as lojas virtuais que não se adequarem às boas práticas de segurança", destaca Arnaldo Korn do Pagamento Já, portal especializado em pagamentos virtuais. Segundo o empresário, o consumidor, ao inserir seus dados pessoais em algum site, deve checar se ele é protegido com selos de certificação (SSL – Secure Sockets Layer), que garante a segurança na transferência das informações que trafegam pela internet. "Há também como fazer consultas em sites próprios para reclamações, especializados em qualificar as lojas de e-commerce, como o e-bit. Assim, é possível checar a procedência do comércio virtual", completa ele.
   Além da certificação SSL, existem outros mecanismos que auxiliam na segurança do site. "É necessário fazer a checagem diária de possíveis bugs em todas as páginas do site, pois novas práticas de invasão e quebra de sigilo de informações surgem diariamente. Esse tipo de empresa, que fornece o selo de segurança, é responsável por identificar essas práticas, bem como monitorar o e-commerce 24 horas por dia, buscando por qualquer abertura que a plataforma utilizada ofereça em termos de invasão do sistema", explica Arnaldo Korn. O executivo destaca também que a internet brasileira vive hoje um grande paradoxo. "São 70 milhões de internautas, dos quais 40 milhões usam o internet banking, mas apenas 17,6 milhões fazem compras na internet. Ou seja, 55% dos internautas brasileiros com o costume de realizar movimentações financeiras na internet não compram em lojas virtuais", afirma.
 
Dicas:  
   Alguns conselhos básicos para quem faz transações financeiras via internet:

1 - O consumidor deve tomar cuidado, utilizando apenas o computador pessoal, com antivírus atualizado e não usar lan house para fins comerciais;
2 - Não clicar em qualquer mensagem encaminhada via e-mail por desconhecidos, elas podem ter programas espiões;
3 - Buscar no site as informações do endereço físico da loja e os telefones. Todo comércio, mesmo que tenha contato online, deve ter um serviço de atendimento ao cliente;
4 - Ter cuidado com preços muito baixos. Os produtos podem ser falsificados ou a empresa pode estar sonegando impostos;
5 - Ficar atento aos prazos de entrega e valor de frete e arquivar ou imprimir o pedido feito, a confirmação da loja e e-mail que a loja enviar confirmando a encomenda.
 
Fonte: Portal dos Administradores.
Disponível em <http://www.administradores.com.br/informe-se/tecnologia/e-commerce-da-para-confiar/46051/>

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Limitada com apenas um sócio fomenta empreendedorismo

    Aguarda sanção presidencial a lei que cria uma nova modalidade de constituição de empresa — a Limitada de apenas um sócio. Atualmente, para se constituir uma sociedade de quotas por responsabilidade limitada, é necessário unir no mínimo duas pessoas para constituir esta empresa, que poderão ter suas participações em percentuais que bem definirem conforme a composição do capital social.
   Sozinho, o empreendedor consegue abrir seu negócio apenas como Firma Individual e assim, seu patrimônio pessoal nas obrigações e dívidas será imediatamente afetado caso a empresa não venha a honrar com seus compromissos. É que nesta situação, não há outra pessoa que determine suspensão de pagamentos senão o próprio dono do negócio.
   Em casos de morte do titular da empresa, as dificuldades para encerramento das atividades são muito maiores que numa Ltda., vez que a falta de planejamento sucessório porquanto não exista contrato social possa levar esta Firma Individual à falência ou imediato encerramento de suas atividades. Ademais, numa intenção de realizar uma operação societária de Transformação, o custo operacional é mais oneroso e a engenharia jurídica mais complexa.
   Já a empresa Limitada tradicional conta com a dificuldade de o empreendedor encontrar quem realmente queira apostar no seu negócio, porquanto nem sempre um familiar ou amigo terá interesse em estragar a relação pessoal caso a empresa não vá bem, principalmente se houver problemas para este sócio que “emprestou” seu nome. Assim, muitos investidores se vêem engessados em não criar este tipo societário porque, por mais que a participação do outro se resuma a 1% das quotas, o receio e a prudência acabam estagnando o investimento e a captação de recursos.
   Se considerarmos uma Limitada a pleno vapor e se um destes sócios pretender se desligar da empresa, é certo que por meio de aditivo é possível deixar em tesouraria por 06 meses as quotas integralizadas, até que entre um novo sócio. Decorrido este prazo, a sociedade estaria irregular, nos termos do Código Civil.
   No entanto, com esta nova modalidade de Limitada, é provável, de acordo com o projeto, que apenas o único sócio que a constituí-la não precisará convidar nenhuma outra pessoa para compor a empresa, podendo dar o start-up nos seus investimentos imediatamente, sem que a mesma venha a ficar irregular após 06 meses de existência.
   Outra novidade, é que o patrimônio pessoal do empreendedor dificilmente será afetado porquanto o capital social mínimo a ser integralizado deverá ser de cem salários mínimos, que se prestarão como garantia de pagamento de empréstimos ou outras modalidades de contratos assumidos. No entanto, os dispositivos legais que tratam da desconsideração da personalidade jurídica (caso em que o juiz determina serem penhorados os bens dos sócios e administradores em caso de não serem encontrados bens que sirvam ou bastem ao pagamento de dívidas de qualquer natureza) deverão preservados, a considerar que o empresário, mesmo com sua Limitada de apenas um sócio deverá manter a boa-fé contratual a evitar moratória, concordata ou falência e, se considerada judicialmente sua intenção de lesar os credores, este “fundo de reserva” de cem salários será engolido rapidamente e então a dívida afetará seu patrimônio pessoal.
   É notória a preocupação do legislador em estabelecer este piso de capital social para abertura desta nova espécie de empresa a fim de evitar que simplesmente um “laranja” que funcionaria como sócio fictício numa Limitada tradicional, pudesse então ser novamente usado para constituir esta nova empresa e rapidamente daria golpes no mercado financeiro e no comércio, vez que para constituir uma Limitada tradicional não haja piso algum, diverso do que exigirá a lei nesta outra situação. Acabou por servir de medida protetiva do comerciante de boa-fé e do sistema financeiro nacional, cujo calote anunciado se presta, por exemplo, a elevar o spread bancário.
   Para o empreendedor arrojado cujos projetos estavam congelados porquanto não quisesse ter sócios, mas que também não abra mão de ter sua empresa, para esta nova Limitada futuramente se transformar numa Sociedade Anônima seria até menos dispendioso do que se iniciasse como Firma Individual. No entanto, para se tornar uma sociedade por ações seria necessário cumprir outros requisitos, e que certamente este mesmo empreendedor não possa transformá-la sem agregar um segundo acionista, o que ficaria uma lacuna para um segundo projeto de lei neste sentido.
   Salvo melhor juízo, entendo que a Limitada nesta nova modalidade criará melhores condições através do contrato social para a proteção dos negócios e destes com terceiros do que uma Firma Individual. Vejo com entusiasmo a possibilidade jurídica de um visionário ter mais uma opção de tipo societário para formalizar seus negócios, fomentando o empreendedorismo e rompendo alguns percalços burocráticos.
Por Orlando Vieira. No site www.incorporativa.com.br
No link: http://www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=6545

terça-feira, 28 de junho de 2011

Uma pergunta pode prever o futuro de sua empresa

   Os seus clientes recomendariam o produto ou serviço do seu negócio para amigos e conhecidos? A resposta a essa pergunta é essencial para que você, empreendedor, possa avaliar a qualidade da empresa e a fidelidade dos consumidores. Para monitorar os níveis de satisfação, muitos empresários investem na realização de pesquisas. Mas, para um pequeno e médio empreendedor, essa técnica pode demorar a alcançar o resultado e ter um alto custo.
   Em entrevista à revista americana Inc, Fred Reichheld, autor do livro “The Ultimate Question” (“A Pergunta Definitiva”) e pesquisador sobre o tema lealdade nos negócios, disse acreditar que existe uma maneira melhor do que as tradicionais pesquisas para quantificar a capacidade de a empresa servir os seus clientes. Isso porque o pesquisador desenvolveu a metodologia denominada “Net Promoter Score”, que se baseia em fazer apenas uma pergunta ao consumidor para descobrir se os clientes são ou não fiéis à marca. De acordo com ele, somente os que responderem as notas 9 ou 10 à pergunta “Em uma escala de 0 a 10, qual a probabilidade de você indicar a empresa a um amigo ou colega?” estarão propensos a recomendar os serviços da empresa a terceiros e a comprar novos produtos do negócio. Esses, por tanto, serão os consumidores fiéis e, com certeza, divulgarão a marca da empresa.

Como usar a metodologia “Net Promoter Score”?

   Para conseguir medir o desempenho dos seus negócios por meio da técnica desenvolvida por Fred Reichheld é preciso selecionar um número de clientes que farão parte da pesquisa. Todos aqueles que responderem com notas 9 ou 10 à pergunta formulada pelo pesquisador serão considerados os “clientes promotores” do negócio. Já os que derem as notas 7 ou 8 serão denominados “clientes passivos”. Esses serão os consumidores que estarão satisfeitos, mas que não deverão recomendar a empresa para outras pessoas. Os “clientes detratores” serão aqueles mais irritados e que não estarão satisfeitos com o serviço oferecido. Eles deverão dar notas de 0 a 6.
    Para calcular o Net Promoter Score da empresa é preciso subtrair a porcentagem de “clientes detratores” pela porcentagem dos “clientes promotores”. Por exemplo, se 45% dos consumidores são “promotores”, 20% são “passivos” e 35% são “detratores”, o Net Promoter Score será 10% (45-35 = 10).
   Para ter uma empresa saudável, capaz de crescer no mercado por meio de clientes fiéis ao negócio, é importante que a porcentagem encontrada seja cada vez mais elevada. 
   E você, empreendedor, como avalia a fidelidade dos seus consumidores?
 
Fonte: Patrícia Machado - PEGN 
http://www.papodeempreendedor.com.br/marketing/uma-pergunta-pode-prever-o-futuro-da-sua-empresa/

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Geração T: indivíduos que sabem de tudo, mas não avaliam nada

   Entre os indivíduos que fazem parte das famosas gerações X e Y, foi identificado um comportamento que classifica uma parcela deles em uma nova modalidade, a Geração T.
   Apesar de não limitar a uma faixa de idade, a geração T é formada principalmente por jovens que sabem de absolutamente tudo que está acontecendo no mundo, mas não são capazes de analisar, comparar ou emitir qualquer opinião a respeito de nenhum assunto. O “Tê” vem justamente da palavra testemunha, já que tais indivíduos não passam de meros espectadores dos fatos. De acordo com o profissional de comunicação e ex-executivo de marketing Luciano Pires, esse grupo “sabe de tudo, mas não sabe o porquê das coisas”.

Comportamento

   Entre suas principais características, é possível dizer que o que eles mais sabem fazer é contar para os outros o que viram. Segundo Pires, observa-se que esse público, ao participar de eventos ou ao ter contato com as informações, é capaz apenas de reproduzir o que lê ou ouve, sem formar opinião sobre nada. Pires tenta explicar esse comportamento recorrendo à tecnologia. Segundo ele, as facilidades que a tecnologia proporciona, como o rápido acesso às informações e a simplicidade em se conectar com as pessoas, faz com que os jovens se esqueçam do conteúdo, se entregando "de corpo e alma" ao processo. “É como um estudante de propaganda que, fascinado pelo design do anúncio, acaba deixando de lado os atributos de venda do produto. Ou um diretor de cinema que, da mesma forma, fascinado pelos efeitos especiais, deixa de lado a riqueza do roteiro e das ideias”, explica ele. Essa lógica nada mais é do que o tradicional conflito entre forma e conteúdo.

Geração T no trabalho

   Mas, se foi identificada uma geração que está mais interessada em reproduzir e se conectar do que avaliar e criticar, seria interessante também entender como esse comportamento pode afetar a construção de suas carreiras. Os jovens da geração T, no ambiente de trabalho, são aqueles que fazem o que são mandados fazer, que vão para onde são mandados ir e que o máximo que conseguem é criticar, seja o chefe, a empresa ou a vida. No seu comportamento não se observa um espírito crítico, capaz de melhorar os processos. É exatamente neste ponto que sua carreira não vai para frente, já que as empresas estão em busca justamente de profissionais que tenham capacidade de julgamento e que saibam tomar decisões. “A geração T julga e decide pela cabeça dos outros”, salienta Pires.
   É importante ressaltar que o principal problema dessa geração não está relacionado com sua eficiência operacional, mas sim com sua atitude, uma atitude tão superficial frente ao que acontece no mundo que atrofia sua capacidade de julgar, criticar e analisar.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

10 coisas que aprendi sobre Escola 2.0

Segundo o autor, Dr. Carlos Nepomuceno,  estes foram alguns dos ensinamentos por ele aprendidos:

1- Existem mudanças na sociedade na forma de se informar, conhecer e comunicar e isso inapelavelmente têm forte impacto na forma de ensinar e aprender a inalcançável realidade;
2- A principal modificação no conhecimento é que ele está deixando de ser mais consolidado (sólido/individual) baseado numa mídia do papel impresso (lenta) para um mais dinâmico (líquido/coletivo) baseado numa mídia digital (rápida) para atender as novas demandas de produção e consumo de uma sociedade superpovoada, que impacta em todos os setores, inclusive na escola. (A Wikipédia é um bom exemplo de representação do conhecimento líquido/coletivo);
3- O modelo atual da escola se já era questionado no passado, agora se torna ainda mais obsoleto, pois é lento, ineficaz, pouco inteligente e pouco motivador, não formando o cidadão/cidadão para os novos desafios num mundo cada vez mais complexo e dinâmico. Estamos, assim, iniciando de forma coletiva a passagem das escolas baseadas em um modelo fechado de conhecimento (que não se modifica com os encontros) para outra em que o conhecimento é aberto (se altera a cada interação);
4 – De uma escola na qual existe algo a "ser aprendido" em uma base de conhecimento definida por "doutores", na qual o aluno tem muito pouco a contribuir, na qual só o professor "sabe". Para uma nova Escola 2.0, na qual o professor passa muito mais a ser um coordenador de dúvidas, apresenta até onde problematizou questões e incentiva fortemente o debate entre os alunos;
5- Tal escola alternativa esteve presente na mente de vários educadores (como Paulo Freire), mas agora se tornarão sistêmicas, incentivadas por quem está no poder, pois o mundo tem que ser mais ágil, em função do tamanho da nova população e suas consequências, movida agora por uma mídia mais dinâmica, e, portanto, leva a escola junto (além das outras instituições da sociedade). Assim, se o modelo da escola atual é filha do livro impresso, o da nova será a do ambiente digital em rede;
6- A mudança de postura do professor implica numa nova relação deste com o seu ego, que deixa de se apegar em conceitos estabelecidos e passa a combater o desconhecido, procurando reduzir o surgimento dos egos em sala de aula. Trabalha-se com argumentos e não com adjetivos. O inimigo passa a ser a ignorância de todos diante do desconhecido inatingível, no qual todos são alunos e professores procuram coletivamente a forma mais eficaz de vencer os impasses;
7- Os alunos precisam utilizar todas as ferramentas colaborativas online quando não estão juntos presencialmente e quando estão presencialmente, algo cada vez mais difícil, caro, que demanda tempo, espaço, devem evitar, ao máximo, o uso de equipamentos eletrônicos e serem estimulados fortemente a conversar e a trocar, a não ser que o tema seja algo que estes sejam extremamente necessários;
8 - Assim, procura-se na nova escola permitir que o cidadão/cidadã do novo século não mais lide com a informação de forma decorada (utilizando a memória), mas consiga construir cenários, compreender a lógica para lidar com uma informação abundante, mas pobre de significado (utilizando a criatividade) . Isso implica em um amadurecimento afetivo de todos os cidadãos/cidadãs para lidar de forma mais efetiva com uma liberdade informacional cada vez maior;
9- Neste cenário, o ensino de história e filosofia devem ganhar forte ênfase, pois são as disciplinas humanas que ajudam a superar crises de conhecimento desse tipo e incentivam a descolar o ser humano da sua realidade mais presente e atual, permitindo-o ver os conceitos e a realidade "mais de fora";
10 - A ideia de separação dos alunos por turmas, séries, idades, espaço físico, cidades, estados, países, idiomas tende a ficar cada vez mais obsoleta, bem como, a separação do espaço entre sala de aula e casa mais invisível. Por fim, estamos, por necessidade de lidar com o complexo, em um aprendizado muito mais coletivo do que individual.

Por Carlos Nepomucemo, www.administradores.com.br